@MASTERSTHESIS{ 2024:1439931742, title = {FACES DE MULHER E MÃE: REFLEXÕES FRENTE A NARRATIVAS MATERNAS PARA ALÉM DO PERÍODO PANDÊMICO}, year = {2024}, url = "http://tede.unicentro.br:8080/jspui/handle/jspui/2242", abstract = "Historicamente, em nossa sociedade, a função de cuidar é atribuída às mulheres, com um centramento evidente na figura materna das responsabilidades envolvidas com as filhas e filhos. A maternagem é vista, quase que exclusivamente, como uma ação feminina, o que evidencia uma desigualdade de gênero, que pode acarretar em sobrecarga para mulheres e mães. O objetivo da presente pesquisa foi compreender as vivências e experiências de mulheres que vivenciaram o processo gestacional e maternidade durante o enfrentamento da COVID-19, utilizando como base as premissas do feminismo matricêntrico. Foram realizadas entrevistas narrativas, através da ferramenta Google Meet, com sete mulheres e mães que vivenciaram a gestação e puerpério durante os anos de 2020 a 2022. Os resultados foram organizados em oito categorias de análise. Dentre os principais resultados está o reconhecimento da complexidade em se auto reconhecer após a vivência da maternidade, colocando-a como um desafio de grandes proporções. As participantes destacaram a dificuldade em equilibrar múltiplos papéis e a sensação de perda da própria identificação, além do aspecto de luta para ser reconhecida para além do ser mãe. Cada participante trouxe sua experiência frente aos demais atores sociais que participam de sua vivência, porém, a presença de sobrecarga frente ao trabalho invisível do cuidado foi relevante, destacando a presença de sentimentos ambivalentes entre o amor e o desafio da atividade de maternar, além do que é imposto pela sociedade patriarcal frente ao ideal de boa mãe, que exige uma maternidade intensiva. Embora algumas tenham encontrado aspectos positivos, como a privacidade no pós-parto durante o período pandêmico, a maioria expressou preocupações e mudanças significativas em suas rotinas, destacando-se a presença de medo, principalmente relacionado à sua própria saúde e a do bebê, além de ansiedade e solidão. A pandemia evidenciou as desigualdades sociais e reforçou a urgência de uma abordagem inclusiva e interseccional sobre a maternidade. Por fim, é preciso considerar que o debate deve ser público, entre o Estado e a sociedade, a fim de valorizar e apoiar todas as formas de maternagem, na medida em que sejam respeitados os direitos individuais das mulheres. Além disso, é importante a realização de ativismos maternos que, essencialmente, buscam desafiar as estruturas opressivas que afetam as vivências das mulheres mães.", publisher = {Universidade Estadual do Centro-Oeste}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Comunitário (Mestrado Interdisciplinar)}, note = {Unicentro::Departamento de Saúde de Irati} }