@MASTERSTHESIS{ 2023:503814401, title = {SINAIS DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: FORMAÇÃO DE PROFESSORES E RASTREIO PRECOCE NA EDUCAÇÃO INFANTIL}, year = {2023}, url = "http://tede.unicentro.br:8080/jspui/handle/jspui/2145", abstract = "A partir da década de 1990 a legislação brasileira passou a garantir os direitos à igualdade de acesso e permanência na educação, de forma transversal em todos os níveis às pessoas Público-Alvo da Educação Especial (PAEE). Uma parte desse grupo está inserida no Transtorno do Espectro Autista (TEA) que é um distúrbio do neurodesenvolvimento caracterizado por déficits na comunicação e interação social, com a presença de comportamentos repetitivos e restritivos, manifestados até os 36 meses de idade. Nesse cenário, o presente estudo, o qual insere-se na linha de pesquisa Educação, Cultura e Diversidade, e faz parte do Grupo de Estudo e Pesquisa Interdisciplinar em Desenvolvimento Humano e Educação (GIEDH), tem como ponto de partida o pressuposto de que a compreensão das características singulares do TEA por parte dos professores possibilita a identificação e a intervenção precoce das crianças no espectro. Sendo a Educação Infantil (EI) a primeira etapa da Educação Básica que tem como função o desenvolvimento integral da criança nos aspectos físico, psicológico, social e intelectual, o objetivo principal desta pesquisa foi planejar, aplicar e avaliar uma formação para os(as) professores(as) dos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEI) na cidade de Guarapuava-PR, com ênfase na identificação de indícios de TEA e na proposição de práticas pedagógicas inclusivas para crianças de até 36 meses de idade. A metodologia adotada foi da pesquisa-ação na perspectiva histórico-cultural e a análise dos dados foi qualitativa de cunho descritivo e exploratório. Foram utilizados dois instrumentos para geração de dados, sendo: (a) questionários - A e B - aplicados antes e após a formação proposta, com o intuito de identificar o entendimento dos professores sobre a temática, suas angústias, dificuldades e facilidades; e (b) a escala M-CHAT-R/F© utilizada para que fosse possível verificar se a formação auxiliou o professor na assimilação dos sinais atribuídos ao TEA, além de realizar a triagem de crianças com indícios de TEA no CMEI. Participaram da pesquisa 7 CMEIs, sendo 35 professoras, 4 supervisoras, 2 diretoras e 22 crianças. O tratamento dos dados deu-se pela análise do conteúdo de Bardin (1977; 2011). Como resultados, houve aumento expressivo da percepção dos sinais atribuídos ao TEA após a formação, demonstrando que as professoras que identificaram indícios em crianças pequenas demonstraram-se favoráveis à intervenção precoce mesmo sem o diagnóstico, assim como evidenciaram assertividade nos encaminhamentos dados às famílias. Tendo um instrumento norteador, as participantes indicaram com mais segurança crianças para o rastreio precoce, sendo que uma das crianças obteve o diagnóstico logo após passar pela triagem. Outro ponto foi que nas respostas aos questionários foram evidenciadas as dificuldades sendo que mais de 50% das professoras não relataram facilidades. As principais limitações ou possibilidades no atendimento das crianças com TEA apontadas pelas docentes foram referentes ao comportamento social e à linguagem, às ações pedagógicas e à aprendizagem, e ao apoio familiar e recursos humanos/pedagógicos. Concluiu-se que os desafios atravessam a educação das crianças e da(s) infância(s), principalmente dos pequenos com TEA, por isso oportunizar formações continuadas e em serviço, e também disponibilizar instrumentos norteadores das práticas pedagógicas com vistas ao desenvolvimento integral da criança tornam-se essenciais, além da fomentação de políticas públicas efetivas para implementação do Atendimento Educacional Especializado (AEE) na EI.", publisher = {Universidade Estadual do Centro-Oeste}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Educação (Mestrado - Irati)}, note = {Unicentro::Departamento de Ciências Humanas, Letras e Artes} }