@MASTERSTHESIS{ 2023:1151702746, title = {TEATRO DAS OPRIMIDAS: uma experiência com o grupo de Mulheres Renascer}, year = {2023}, url = "http://tede.unicentro.br:8080/jspui/handle/jspui/2095", abstract = "A pesquisa com o Teatro das Oprimidas foi realizada com o Grupo de Mulheres Renascer da casa da Cultura, localizada na comunidade de Góes Artigas em Inácio Martins- PR, um pequeno e ao mesmo tempo grandioso movimento social criado por essas mulheres, uma vez que trata-se de um grupo que começou com pequenos encontros e hoje é uma associação com título de utilidade pública. A presente pesquisa buscou discutir sobre a educação e a arte, sobre a Pedagogia e o Teatro do Oprimido e das Oprimidas com o objetivo de viver uma pedagogia engajada dentro de um contexto artístico, teatral que buscou trazer à tona a opressão vivida por mulheres. Trata-se de a pesquisa-ação, pois vai a campo fazer descobertas através das experiências. O desejo da realização desta pesquisa nasceu quando, como Arte Educadora, conheci o Teatro do Oprimido criado por Augusto Boal. Como educadora também conheci a Pedagogia do Oprimido de Paulo Freire e logo percebi os pontos que ligam essas teorias no intuito de dar voz aos oprimidos. Posteriormente ao perceber-se como mulher em uma sociedade opressora, em meio a pesquisas e leituras encontrei a autora Bárbara Santos, professora, artista, ativista, feminista que trabalhou por muito tempo com Augusto Boal e criadora do Teatro das Oprimidas. Trabalhar a Arte e a Educação como pontes de diálogo para a conscientização e consequentemente libertação dos oprimidos é uma motivação para alguém que faz parte desse meio e o que com certeza designou essa pesquisa. A pesquisa de campo teve nove encontros nos quais realizamos exercícios de interpretação para trabalhar a expressão corporal, e diversos exercícios sugeridos por Bárbara Santos para busca de imagens herdadas em nosso corpo que são inconscientemente reproduzidas perpetuando a opressão. E na sequência, imagens reforçadas, imagens incorporadas, refletidas, imagens questionadas e a serem construídas. Cada experiência corporal era seguida de discussões e relatos que foram respeitados, sendo construídos conforme o andamento do grupo, nunca seguindo uma receita pronta. Os relatos mostram o quanto ainda temos em nós, mulheres, crenças que seguimos que não sabemos exatamente o porquê, como regras de comportamento, como se vestir, como falar. As discussões foram, muitas vezes, em tom de desabafo, mas também de revolta. Ao final criamos uma peça teatral intitulada “MARIÁH”, a qual mostra um pouco de todas as dificuldades que relatamos enquanto mulheres, mas que não tem um final, e sim, como característica do Teatro Jornal e Teatro Fórum apenas mostra um fato que é solucionado a partir da reflexão de cada expectador/expectadora. A experiência vivida os pode trazer muitas reflexões sobre a arte e a educação, a arte como uma poderosa ferramenta de transformação da sociedade por meio de uma educação que faça sentido dentro de cada realidade assim como foi no caso das mulheres. Outras realidades, outros conflitos podem ser trabalhados trazendo e vivenciando as teorias de Augusto Boal e Paulo Freire que não visam ensinar, mas descobrir, descobrir em conjunto em comunidade para um bem comum.", publisher = {Universidade Estadual do Centro-Oeste}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Educação (Mestrado - Irati)}, note = {Unicentro::Departamento de Ciências Humanas, Letras e Artes} }