@MASTERSTHESIS{ 2021:504728704, title = {A PEDAGOGIA REVOLUCIONÁRIA DE NADEZHDA KONSTANTINOVNA KRUPSKAYA: CONTRIBUIÇÕES DA CATEGORIA COLETIVIDADE PARA A EDUCAÇÃO}, year = {2021}, url = "http://tede.unicentro.br:8080/jspui/handle/jspui/1867", abstract = "Esta pesquisa centrou-se nas contribuições de Nadezhda Konstantinovna Krupskaya com relação à formulação de uma educação comunista com base na categoria de coletividade. O escopo foi evidenciar a produção teórico-prática de uma revolucionária, pedagoga, mulher e militante, analisando as relações entre a revolução socialista soviética e o projeto de educação comunista, na intenção de resgatar elementos histórico-pedagógicos e discutir a práxis da categoria coletividade, na concepção dessa pensadora, para a educação das massas de trabalhadores da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), após a revolução bolchevique, de 1917. Para análise do objeto, pautamo-nos na perspectiva do método dialético, o que nos permitiu ter uma visão da totalidade histórica, política e social, na qual Krupskaya estava inserida e que forjou sua ideologia, culminando em suas elaborações educacionais teórico-práticas de caráter revolucionário e com vistas à emancipação humana, tendo a coletividade em uma relação dialética com as demais categorias, como elemento central de formação humana nos sujeitos. Os procedimentos metodológicos foram os da pesquisa teórico-bibliográfica, a partir de estudos acadêmicos-científicos publicados nas universidades brasileiras, além de educadores russos, como as obras de Krupskaya, e educadores brasileiros. Tais reflexões possibilitaram que compreendêssemos que a coletividade é uma das categorias centrais de Krupskaya, pois a encontramos de maneira candente na maior parte dos textos estudados neste trabalho. A sua proposta era sistematizar uma concepção de educação coletiva que tinha o trabalho como uma estratégia de colaboração para a auto-organização, para o fortalecimento de hábitos de solidariedade de classe nos coletivos infantis, para organizar atividades coletivas para as crianças, para conectar o trabalho socialmente útil à escola e à vida circundante, para relacionar os conteúdos escolares aos complexos para o fomento da coletividade dos professores à vida e à elevação cultural de professores e alunos. Concluímos que a categoria de coletividade formulada por Krupskaya nos ajuda a (re)pensar nosso modo de educação atual, já que a concepção de coletividade da escola burguesa trata dessa habilidade fechada nos muros da escola, não há ligação com o trabalho, com trabalho socialmente útil e muito menos fomenta a auto-organização, já que está desligada da vida e da luta de classes. Apontamos que escola que a classe trabalhadora, consciente de sua condição explorada, deseja, não consegue ter viabilidade no capitalismo. Desejamos uma escola que desenvolva as predisposições sociais e multifacéticas dos sujeitos, tornando-os pessoas com habilidades coletivas, que trabalham e tenham objetivos em função do todo, mas essa escola só poderá ser implementada integralmente após uma revolução proletária. Enquanto esperamos lutando por uma revolução proletária, podemos fazer ensaios de uma educação que vise a emancipação, preenchendo as brechas do sistema capitalista e fundamentando as concepções de uma educação mais humanitária, como a colaboração educacional de Krupskaya, pautada na coletividade, capaz de romper com o individualismo e constituir-se como elemento que forma a práxis.", publisher = {Universidade Estadual do Centro-Oeste}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Educação (Mestrado - Irati)}, note = {Unicentro::Departamento de Ciências Humanas, Letras e Artes} }