@MASTERSTHESIS{ 2017:1982483880, title = {CORPO TRANSEXUAL EM (IN)VISIBILIDADES DISCURSIVAS NA MÍDIA}, year = {2017}, url = "http://tede.unicentro.br:8080/jspui/handle/jspui/1428", abstract = "Esta dissertação parte de um acontecimento: o desfile da 19ª Parada e Orgulho LGBT de 07/06/2015 em que Viviany Beleboni desfilou “crucificada”, dando-nos a ver um corpo transexual seminu que, a exemplo de Cristo, sofrera agressões. A imagem (fotografia) dessa modelo viralizou nas redes sociais, tornando-se alvo de um sem número de críticas e insultos no Facebook, além de apoio e identificações materializados em comentários, compartilhamentos e curtidas. Em face desse acontecimento, dado a ver, a ler e a conhecer na mídia, objetivamos discutir o estatuto do acontecimento discursivo no campo da memória; e no campo da memória discursiva de imagens, também compreender as relações de poder que estão inseridas na produção do sujeito mediante análise de discursos referentes ao corpo transexual que irrompeu na mídia digital. Para isso, fundamentamo-nos nos pressupostos teóricos da Análise do Discurso de linha francesa, pensada com e a partir de Michel Foucault. Além disso, valemo-nos da Semiologia Histórica proposta por Jean-Jacques Courtine, para tratarmos da memória das imagens mediante o conceito de intericonicidade. Nosso trabalho se justifica pela necessidade de, no campo do discurso, dar visibilidade ao que se diz sobre esses corpos transexuais crucificados que, muitas vezes, estão invisíveis aos olhos da sociedade, visto que a violência diária não é considerada, enquanto que a representação desse sofrimento a partir da iconografia cristã é discursivizada e transformada em acontecimento de grande visibilidade, espetacularizada nas redes sociais. As análises, tanto da iconografia quanto dos enunciados, apontaram para a relação indissociável com a memória discursiva, notadamente em função da intericonicidade. Observamos que o corpo adquire o papel central nos discursos de objetivação do sujeito transexual, pois as relações de poder estão, incontornavelmente, centradas nele. O corpo transexual é tomado como objeto de saberes de diversos dispositivos: o médico, o jurídico, o religioso, passando a ser subjetivado no material de analise como: (i) monstruoso, porque viola os padrões do que se entende natural; (ii) doente reatualizando a memória da homossexualidade/transexualidade como doença a ser curada; (iii) ser demoníaco, por não pertencer a nenhum dos gêneros impostos socialmente, retomando a figura do hermafrodita. Entretanto, esse mesmo corpo é subjetivado como mártir da violência gratuita que atinge as pessoas LGBT. Assim, em meio a essa batalha de discursos sobre o sujeito transexual, críticas, ataques e insultos, mas também palavras de compaixão e apoio ao movimento LGBT, observamos importantes relações de poder que se estabelecem e normatizam condutas, papéis sociais e sujeitos.", publisher = {Universidade Estadual do Centro-Oeste}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Letras (Mestrado)}, note = {Unicentro::Departamento de Letras de Irati} }