@MASTERSTHESIS{ 2015:125715283, title = {O DISCURSO NA ESCRITA/ESCRITURA DAS RUAS NA/PELA MÍDIA: INTERPRETAÇÃO E COERÇÃO}, year = {2015}, url = "http://localhost:8080/tede/handle/tede/80", abstract = "O indivíduo, que se constitui em sujeito pela ideologia, constitui-se pelo desejo/urgência de comunicar-se e esse desejo, historicamente, ocorreu, em primeiro momento pela oralidade, que, no imaginário social, é efêmera e alcança uma parcela pequena de sujeitos. Necessidades inerentes ao indivíduo que se constitui em sujeito pela ligação com o histórico e o social o que o conduziu à escrita, que foi se transformando, estruturando-se, permanecendo e mudando, movimentando-se. Nesse trabalho, pensamos não somente na escrita, mas na escritura que recobre movimentos de sujeitos, de ideologias, enfim da formação social e das demandas pelas quais clama. Nosso objeto é a rua como espaço político, mais especificamente os movimentos de rua ocorridos em 2013, 2014 e 2015, destacando a impossibilidade de trabalhar a totalidade, o que resolvemos recortando imagens e selecionando um corpus analítico, que se constitui de textos-imagem em torno de manifestações de rua, retirados do site de imagens google.com.br/imagens e de capas da Revista IstoÉ e da Revista Veja que circularam na internet, sendo que a internet foi, também, importante para mostrar o movimento da escrita/escritura. A questão de pesquisa, fio condutor e elemento de coesão e coerência no movimento pendular entre a teoria e o objeto da análise e do objeto à teoria, foi: Que materialidades e quais funcionamentos sustentam a escrita/escritura do discurso das ruas na/pela mídia? Para responder a essa questão mapeamos os objetivos, do geral aos específicos, os quais constituem a corporalidade da dissertação. Assim, em nosso objetivo geral, buscamos retomar a história da escrita/escritura com vistas a verificar e analisar as transformações e as repetições que estruturam/estruturaram esse discurso, na perspectiva discursiva, e mapear os seus movimentos. Para alcançar esse objetivo, foi necessário: 1) sublinhar os processos discursivos que romperam com a repetição em torno do discurso de escrita/escritura da rua como objeto discursivo, em diferentes materialidades; 2) teorizar em torno do discurso urbano e das distintas materialidades constitutivas da escrita/escritura das ruas; 3) traçar o percurso sócio-histórico dos movimentos de rua com vistas a destacar as transformações e repetições constitutivas da escrita/escritura desse discurso na/pela mídia; 4) verificar como se constituem os discursos dos manifestantes e dos veículos midiáticos sobre as manifestações de rua, contrapondo esse funcionamento de memória aos discursos de, como memória que sustentam e ancoram o discurso sobre, enquanto atualidade. Na perspectiva teórica, a partir da qual realizamos o nosso gesto analítico, a escrita encaminha-se para a escritura, que estrutura essa prática e significa na e pela história, produzindo sentidos pelas posições dos sujeitos em uma determinada formação discursiva. O corpus analítico determina as noções a serem mobilizadas a partir do gesto pelo qual o corpus se constituiu. Foi preciso, então, buscar as relações entre as manifestações da atualidade e aquelas que se realizaram em outros tempos e lugares, o que possibilita mostrar/discursivizar a repetição que acontece nos movimentos de rua de 2013, 2014 e 2015, sem esquecer que, no intradiscurso, a linearidade ocorre em consonância com a linha editorial de cada revista, sinalizando para sujeitos e para filiação ideológica deles, lembrando que o trabalho da ideologia instaura efeitos de evidência. Analisamos textos-imagem pela noção de enunciado-imagem, pela qual o não verbal significa pelo funcionamento da memória, constituindo-se como espaço interdiscursivo. Disso, podemos dizer que os textos-imagens significam pela memória, que comporta/reproduz ideologias. A Revista IstoÉ tem como centro a pátria brasileira, materializada pela bandeira e suas cores, que o sujeito leva na `cara`. Já na Revista Veja, o foco está nos Black Blocs, em que se realiza o jogo entre `tapado`, como o sujeito que nada vê, nada entende e `tapado` como aquele que se mascara, se tapa, se esconde. Trata-se da tensão entre o verbal (dito) e o não-verbal (não-dito, mas visto), do deslizamento de sentidos e do equívoco presente na língua. Em relação à escrita/escritura e às materialidades que estruturam esse discurso, vale destacar as cores, os desenhos e o funcionamento da memória em torno da pátria, na qual os sujeitos se inscrevem e buscam, pelo funcionamento do imaginário, instaurar a adesão. Essas memórias ressoam pela bandeira do Brasil, pintada no rosto dos manifestantes, na retomada de partes do Hino Nacional Brasileiro, que chama à luta, e na internet em que a escrita/escritura destaca-se por meio de mobilizações em sites de relacionamentos, de agendamento de locais e horários de realizações das manifestações e de informações referentes aos acontecimentos durante as reivindicações.", publisher = {UNICENTRO - Universidade Estadual do Centro Oeste}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Letras (Mestrado)}, note = {Unicentro::Departamento de Letras} }