???item.export.label??? ???item.export.type.endnote??? ???item.export.type.bibtex???

Please use this identifier to cite or link to this item: http://tede.unicentro.br:8080/jspui/handle/jspui/1273
Tipo do documento: Dissertação
Título: DIFERENCIAÇÃO GENÉTICA DE MORFOTIPOS DE Cecropia pachystachya TRÉCUL (URTICACEAE)
Título(s) alternativo(s): Genetic differentiation of morphotypes of Cecropia pachystachya Trécul (Urticaceae)
Autor: Santos, Jhonnatan de Oliveira 
Primeiro orientador: Silva, Paulo Roberto Da
Primeiro coorientador: Gaglioti, André Luiz
Resumo: O Brasil possui seis biomas com características distintas, Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal. Estes apresentam diversas fitofisionomias, o que possibilita alta diversidade de habitats e de espécies. Os biomas possuem diferentes histórias evolutivas, o que propiciou composição de espécies diferentes entre si. Porém, passam por intensa devastação ao longo dos anos, perdendo parte de sua biodiversidade, necessitando de esforços para sua conservação. Para isso, no entanto, deve-se primeiro conhecer suas espécies. Algumas das espécies que ocorrem na maioria dos biomas brasileiros pertencem ao gênero Cecropia Loefl., dentre estas, Cecropia pachystachya Trécul, conhecida como embaúba-branca. Esta espécie possui circunscrição controversa. Devido à elevada diferenciação morfológica ao longo de sua distribuição no Brasil, a espécie já foi dividida em cinco espécies (C. pachystachya, C. digitata Klotzsch, C. lyratiloba Miq., C. catarinensis Cuatrec., C. adenopus Mart. ex Miq.). A sinonimização foi pautada na hipótese que as variações morfológicas são devidas à plasticidade fenotípica da espécie. Não há estudos que avaliaram se estas diferenças morfológicas também ocorrem a nível molecular. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar se as diferenças morfológicas observadas em C. pachystachya também ocorrem em nível molecular. Para atingir os objetivos, foram avaliados 18 acessos da espécie pertencentes a cinco morfotipos, coletados nas localidades típicas de cada morfotipo. Destes, dois foram coletados no bioma Amazônia (morfotipo C. adenopus), dois na Caatinga (morfotipo C. digitata), quatro no Cerrado (morfotipo C. digitata), e 10 na Mata Atlântica (dois do morfotipo C. pachystachya senso stricto, cinco C. lyratiloba e três C. catarinensis). As regiões trnL (cloroplastidial) e ITS (nuclear) de cada acesso foram sequenciadas e utilizadas para construção de árvores de relação genética baseadas nos métodos de Máxima Parcimônia (MP) e Inferência Bayesiana (BI). Como grupo externo foram utilizados dois acessos de C. hololeuca Miq. Todas as sequências obtidas foram homólogas com sequências de C. pachystachya depositadas no GeneBank. Os acessos formaram dois grandes grupos com forte suporte, o primeiro com os acessos da Amazônia, Caatinga e Cerrado (grupo ACC), e o segundo com acessos da Mata Atlântica (grupo MA). O grupo ACC foi dividido em dois subgrupos: subgupo Amazônia e subgrupo Caatinga/Cerrado. O grupo MA foi dividido em três subgrupos: Mata Atlântica Norte, Mata Atlântica Centro e Mata Atlântica Sul. A separação dos grupos ACC e MA parece ter relação com a história evolutiva dos biomas onde os exemplares foram coletados. Acredita-se que no passado, nos períodos interglaciais, a Amazônia tenha avançado até regiões onde hoje estão a Caatinga e o Cerrado, justificando o agrupamento dos acessos oriundos destes biomas junto com os acessos da Amazônia. Já a formação dos subgrupos possivelmente tem relação com mudanças climáticas que ocorreram nas últimas eras glaciais, e a presença dos refúgios do pleistoceno bem como com as condições climáticas diferenciadas dentro e entre os biomas que se estabeleceram após o último máximo glacial. Neste sentido, a divisão dos subgrupos de acordo com a distribuição do clima pode refletir adaptações dos acessos às condições climáticas a que estão expostos. A divisão do grupo MA pode ter relação com as rotas de conexão com a Amazônia durante o passado. O agrupamento dos acessos estudados, obtido com os dados genéticos, de acordo com o morfotipo evidencia que as diferenças observadas em C. pachystachya não são somente plasticidade fenotípica. Assim, é recomendada a realização de análises morfológicas mais aprofundadas dos morfotipos, para que, combinando com dados moleculares, reestabeleça os morfotipos de C. pachystachya como espécies. O reestabelecimento das espécies pode ter implicações no estado de conservação das espécies do gênero Cecropia no Brasil.
Abstract: Brazil has six biomes with distinct characteristics, Amazonia, Caatinga, Cerrado, Atlantic Forest, Pampa and Pantanal. These have several vegetation formations, which allows high diversity of habitats and species. The biomes have different evolutionary histories, which allowed the composition of species different from each other. However, they undergo intense devastation over the years, losing part of their biodiversity, necessitating conservation efforts. For this, however, one must first know their species. Some of the species that occur in the majority of Brazilian biomes belong to the genus Cecropia Loefl. Among these, Cecropia pachystachya Trécul, known as the white embaúba. This species has controversial circumscription. Due to the high morphological differentiation along its distribution in Brazil, the species has already been divided into five species (C. pachystachya, C. digitata Klotzsch, C. lyratiloba Miq., C. catarinensis Cuatrec., C. adenopus Mart. ex Miq.). Synonymization was based on the hypothesis that the morphological variations are due to the phenotypic plasticity of the species. There are no studies evaluating whether these morphological differences also occur at the molecular level. Thus, the objective of this work was to evaluate if the morphological differences observed in C. pachystachya also occur at the molecular level. To reach the objectives, 18 accessions of the species belonging to five morphotypes were collected in the typical locations of each morphotype and evaluated. Two species were collected in the Amazon biome (morphotype C. adenopus), two in the Caatinga (morphotype C. digitata), four in the Cerrado (morphotype C. digitata), and 10 in the Atlantic Forest (two of the morphotype C. pachystachya senso stricto, five C. lyratiloba and three C. catarinensis). The trnL (chloroplast) and ITS (nuclear) regions of each access were sequenced and used for the construction of genetic relation trees based on the methods of Maximum Parsimony (MP) and Bayesian Inference (BI). Two accessions of C. hololeuca Miq. were used as outgroup. All sequences obtained were homologous with sequences of C. pachystachya deposited in GeneBank. The accesses formed two large groups with strong support, the first with accesses from the Amazon, Caatinga and Cerrado (ACC group), and the second with accesses from the Atlantic Forest (MA group). The ACC group was divided into two subgroups: the Amazon subgroup and the Caatinga / Cerrado subgroup. The MA group was divided into three subgroups: North Atlantic Forest, Central Atlantic Forest and South Atlantic Forest. The separation of the ACC and MA groups seems to be related to the evolutionary history of the biomes where the specimens were collected. It is believed that in the past, in the interglacial periods, the Amazon has advanced to regions where the Caatinga and Cerrado are today, justifying the grouping of the accesses coming from these biomes along with the accesses of the Amazon. On the other hand, the formation of the subgroups is possibly related to climatic changes that occurred in the last ice ages, and the presence of the Pleistocene refuges as well as the climatic conditions differentiated within and between the biomes that settled after the last glacial maximum. In this sense, the division of the subgroups according to the distribution of the climate may reflect adaptations of the accesses to the climatic conditions to which they are exposed. The division of the MA group may be related to the connection routes to the Amazon during the past. The clustering of the accessions studied, obtained with the genetic data, according to the morphotype shows that the differences observed in C. pachystachya are not only phenotypic plasticity. Thus, morphological analysis of the morphotypes is recommended, so that, in combination with molecular data, it reestablishes the morphotypes of C. pachystachya as species. The reestablishment of the species may have implications on the conservation status of species of the genus Cecropia in Brazil.
Palavras-chave: Cecropieae
ITS
trnL-F
Pleistoceno
Filogenia
Especiação
Cecropieae
ITS
trnL-F
Pleistocene
Phylogeny
Speciation
Área(s) do CNPq: CIENCIAS BIOLOGICAS
CIENCIAS BIOLOGICAS::BIOLOGIA GERAL
CIENCIAS BIOLOGICAS::GENETICA
CIENCIAS BIOLOGICAS::BOTANICA
CIENCIAS BIOLOGICAS::ZOOLOGIA
CIENCIAS BIOLOGICAS::ECOLOGIA
CIENCIAS BIOLOGICAS::BIOQUIMICA
CIENCIAS BIOLOGICAS::MICROBIOLOGIA
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade Estadual do Centro-Oeste
Sigla da instituição: UNICENTRO
Departamento: Unicentro::Departamento de Biologia
Unicentro::Departamento de Ciências Agrárias e Ambientais
Programa: Programa de Pós-Graduação em Biologia Evolutiva (Mestrado)
Citação: Santos, Jhonnatan de Oliveira. DIFERENCIAÇÃO GENÉTICA DE MORFOTIPOS DE Cecropia pachystachya TRÉCUL (URTICACEAE). 2019. 40 f. Dissertação (Programa de Pós-Graduação em Biologia Evolutiva - Mestrado) - Universidade Estadual do Centro-Oeste, Guarapuava - PR.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: http://tede.unicentro.br:8080/jspui/handle/jspui/1273
Data de defesa: 25-Feb-2019
Appears in Collections:Programa de Pós-Graduação em Biologia Evolutiva

Files in This Item:
File Description SizeFormat 
Dissertacao - Jhonnatan de Oliveira Santos.pdfDissertacao - Jhonnatan de Oliveira Santos1,38 MBAdobe PDFDownload/Open Preview


Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.